O movimento palestino Hamas reiterou nesta terça-feira (27) que Israel continua a manter em sua custódia centenas de corpos palestinos, além de impedir o resgate de milhares de desaparecidos sob os escombros de Gaza, após dois anos de genocídio.
Para o Hamas, trata-se de um “crime brutal” conduzido em meio ao silêncio global.
Em nota, o grupo lamentou que, além dos corpos abduzidos em Gaza, outros continuam retidos em “cemitérios de números” — isto é, sem sequer identificação das valas.
Israel, prosseguiu o alerta, recusa-se a devolver os corpos às famílias ou mesmo partilhar informações sobre alguns dos casos.
O movimento ressaltou que famílias de Gaza seguem em luto à medida que quase dez mil pessoas permanecem desaparecidas sob os destroços. A situação se agrava pela falta de maquinário de limpeza, impedido de entrar pelo cerco israelense.
O Hamas criticou ainda o que descreveu como enfoque internacional na recuperação dos corpos de soldados israelenses — isto é, prisioneiros de guerra —, “ao ignorar a tragédia” de milhares de famílias palestinas.
O grupo concluiu ao exortar pressão internacional pela liberação dos mortos, bem como reabertura da travessia de Rafah, para entrada de insumos urgentes.
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