Ataques de Israel deslocam 818 na Cisjordânia em janeiro, reporta ONU

18 minutos ago

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Protesto contra avanços coloniais israelenses em Jericó, na Cisjordânia ocupada, em 23 de janeiro de 2026 [Wisam Hashlamoun/Agência Anadolu]

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta quarta-feira (28) que demolições e ataques coloniais de Israel na Cisjordânia ocupada deslocaram ao menos 818 palestinos de suas casas somente em janeiro, segundo informações da agência Anadolu.

Em nota, o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estimou 688 palestinos desraigados de oito comunidades devido a violações perpetradas por colonos ilegais, totalizando 40% dos casos em 2025.

Outro 130 palestinos foram expulsos por demolições de Israel.

Ao advertir que outros cem beduínos foram deslocados de Ras Ein al’Auja, perto de Jericó, sob pogroms e assédio de colonos israelenses, ressaltou a agência: “A comunidade está agora completamente vazia”.

Colonos também danificaram ou bloquearam acesso a terras pastoris e aquíferos locais, além de expropriar rebanhos e vandalizar propriedades campesinas.

A agência corroborou ainda relatos de dezenas de demolições em curso na região de Kafr Aqab, em Jerusalém Oriental ocupada.

O ano de 2025, prosseguiu a denúncia, registrou recordes de demolição em Jerusalém, no período de duas décadas.

Neste sentido, o OCHA apontou trabalhar junto de parceiros humanitários para fornecer apoio urgente às famílias deslocadas.

Estima-se 500 mil colonos ilegais radicados em assentamentos na Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém. Ataques se intensificaram no contexto do genocídio em Gaza, com 1.109 mortos, 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente.

Em julho de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, admitiu a ilegalidade da ocupação, ao instar evacuação imediata de colonos e soldados; contudo, sem ações até então.

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