Um representante do governo israelense indicou à Suprema Corte, na segunda-feira (27), que a eventual abertura da travessia de fronteira de Rafah, entre Gaza e Egito, não implica em permitir a entrada de jornalistas.
Segundo o oficial, o trabalho de imprensa segue como risco securitário.
A declaração se deu durante audiência da Suprema Corte de Israel sobre uma petição da Associação Internacional de Imprensa, no sentido de reaver acesso de repórteres a Gaza, para devida cobertura das condições em campo.
A ministra e juíza Ruth Ronen contestou o oficial pela falta de detalhes: “Simplesmente se referir a riscos de segurança sem delineá-los não basta”.
O painel de juízes, no entanto, decidiu ouvir a posição do exército em sessão fechada.
Esta é a segunda petição a solicitar acesso de jornalistas a Gaza, após o tribunal indeferir a primeira. O atual requerimento supera um ano e quatro meses, sob procrastinação dos juízes a pedido do regime israelense.
Neste entremeio, desde outubro de 2023, Israel mantém seu genocídio em Gaza, com ao menos 71 mil mortos, 171 mil feridos e dois milhões de desabrigados. As vítimas são, em maioria, mulheres e crianças.
A campanha israelense não poupou ataques diretos a profissionais de imprensa, além de esforços de censura, perseguição e difamação contra agências críticas.
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