A única usina de energia elétrica da Faixa de Gaza sitiada se prepara para voltar a operar, após dois anos de paralisação sob campanha de Israel, afirmou Ali Shaath, presidente do Comitê Nacional para gestão executiva de Gaza neste sábado (24).
As informações são da agência de notícias Anadolu.
“Povo de Gaza, trazemos boas novas, de que há garantias e prontidão para que a usina de energia elétrica retome suas operações”, insistiu Shaath no Facebook. “Junto de esforços internacionais sobre energia solar, trabalhamos com empresas fornecedoras para reaver atividades assim que possível”.
Shaath, contudo, não deu detalhes, incluindo cronograma ou mecanismos do processo.
Desde o início de seu genocídio, em outubro de 2023, Israel manteve Gaza no escuro, ao impedir a entrada de combustíveis necessários para funcionamento da usina. O embargo prosseguiu apesar de acordo de cessar-fogo de outubro do último ano.
Antes da crise, estimava-se disponibilidade de 212 megawatts a Gaza, menos da metade dos 500 megawatts requeridos para garantir 24 horas de suprimento.
O blecaute em Gaza deixou repercussões catastróficas dentre a população, sobretudo de deslocados à força, ao afetar serviços vitais, como hospitais.
Durante a campanha, Israel alvejou diretamente a infraestrutura elétrica, ao destruir em torno de 5.080 km de redes e 2.285 transformadores, segundo o governo local. Perdas no setor chegam a US$1.4 bilhão.
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![Usina de energia elétrica de Gaza, na cidade homônima, em 1º de agosto de 2023 [Ali Jadallah/Agência Anadolu]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/01/AA-20230801-31816241-31816240-ELECTRICITY_CRISIS_IN_GAZA_STRIP-1-1.webp)