Redação da Al Jazeera em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, em 5 de maio de 2024 [Zain Jaafar/AFP via Getty Images]
Autoridades israelenses ordenaram o bloqueio da emissora catari Al Jazeera e libanesa Al Mayadeen nas plataformas digitais, incluindo televisão e YouTube, reportou a agência de notícias Anadolu.
A medida, assinada pelo ministro das Comunicações de Israel, Shlomo Karhi, anunciada no domingo (25), proscreve ambos os canais de sua distribuição online e por radiodifusão dentro do território designado Israel.
“A partir de hoje, ambos estarão bloqueados em Israel — seja website ou televisão, assim como no YouTube! E caberá ao ministro da Defesa discrição em desautorizar também sua transmissão por satélite”, declarou Karhi na rede social X (Twitter).
Karhi confirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em consonância com seu gabinete de governo, aprovou expandir a proibição, mediante uma emenda legislativa que avalizou a censura.
Conforme o ministro, o bloqueio da Al Jazeera é “quase completo”, sob a nova legislatura, que expande restrições impostas há mais de dois anos, no sentido de inibir a cobertura de imprensa sobre o genocídio em Gaza.
De acordo com o jornal israelense Haaretz, a censura tem prazo de 90 dias.
Em dezembro, o parlamento israelense (Knesset) deferiu a emenda, ao conceder poderes ao ministro das Comunicações para fechar redações estrangeiras, independentemente de ser declarado “estado de emergência”.
Sob o texto, caso o premiê decida, com base em pressupostos securitários, que um canal estrangeiro prejudique o Estado, o ministério pode emitir ordens a serem analisadas pelo gabinete. Medidas vão de censura, bloqueio a confisco de equipamentos.
A Israel baniu a Al-Mayadeen, ao associá-la ao grupo libanês Hezbollah, em novembro de 2023, incluindo nos territórios palestinos ocupados.
Em maio de 2024, no ápice da campanha de extermínio em Gaza, Tel Aviv impôs censura à Al Jazeera, em decisão prorrogada desde então.
Neste entremeio, as ações indiscriminadas de Israel deixaram ao menos 71 mil mortos e 171 mil feridos em Gaza sitiada, sobretudo mulheres e crianças, além de dois milhões de desabrigados. A ONU estima custo de reconstrução na casa de US$70 bilhões.
LEIA: Trump celebra retorno de último corpo de israelense em Gaza
![Danos causados por ataques israelenses em Burj el-Shamali, em Tiro, no Líbano, em 26 de janeiro de 2026 [Mohamad Zanaty/Agência Anadolu]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2151017933-1.webp)