Israel segue buscando impor condições impeditivas à reabertura da travessia de fronteira de Rafah, entre Gaza e Egito, à medida que sua reabertura segue elusiva, apesar da crise humanitária ainda em curso no enclave palestino.
Segundo fontes próximas às negociações, demandas de Israel incluem estabelecimento de ponto de inspeção adicional, sob gestão do exército ocupante, para além de um posto de controle palestino no interior do território.
Conforme o plano, de acordo com as informações, quem entrar em Gaza deveria passar por Rafah e então por um checkpoint israelense, para checagem adicional, sob controle permanente das forças ocupantes.
Outra prerrogativa israelense seria impedir entrada de palestinos não-nascidos em Gaza, durante ou antes da guerra, para além de controle demográfico ao restringir que entradas não excedam as saídas.
Uma terceira condição envolve realocar a travessia a um triângulo próximo à travessia de Kerem Abu Salem, em um projeto apelidado como “Rafah 2”, ao inutilizar o Corredor da Filadélfia e consolidar gestão israelense sobre a totalidade da fronteira sul.
O Egito, no entanto, segundo as informações manteve rejeição às mudanças, ao ressaltar que Rafah deve permanecer sob gestão conjunta egípcio-palestina.
Neste contexto, as Nações Unidas voltaram a alertar que o fechamento da fronteira segue a agravar a catástrofe humanitária, incluindo fome e doenças, em Gaza sitiada, destruída por dois anos de genocídio conduzido pelas forças de Israel.
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![Bandeira do Egito do lado egípcio da travessia de Rafah, na fronteira com Gaza, em 9 de setembro de 2024 [AFP via Getty Images]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/01/GettyImages-2170404694.webp)