Milhões de crianças no Sudão seguem impedidas de seu direito à educação há quase 500 dias, em meio à guerra civil deflagrada em abril de 2023, alertou na quinta-feira (22) a ong Save the Children, segundo informações da agência Anadolu.
Segundo o comunicado, mais de oito milhões de crianças — quase metade da população em idade escolar do Sudão, estimada em 17 milhões — suplantaram a marca de 484 dias sem aulas, em uma dos fechamentos mais extensos do mundo.
De acordo com a ong, a situação excede mesmo a pandemia de covid-19.
A ong reiterou que o ensino remoto segue inacessível, ao passo que conflitos continuam a afetar a infraestrutura, em meio ao deslocamento massivo em todo o país. Muitas escolas permanecem fechadas, danificadas ou convertidas em abrigos.
O alerta notou que o Sudão enfrenta hoje uma das piores crises educacionais do mundo, com milhões de crianças privadas de segurança, insumos e direitos básicos, sob ameaça crescente de jamais concluírem sua formação.
A guerra eclodiu no Sudão em abril de 2023, em meio a disputas políticas entre o exército regular e seus então aliados paramilitares, das Forças de Suporte Rápido (FSR). Dezenas de milhares morreram e milhões foram desabrigados.







