Aulas foram suspensas em ao menos 29 instituições de ensino na área sul de Hebron (al-Khalil), na Cisjordânia ocupada, devido a restrições militares de Israel, reportou na terça-feira (20), a Diretoria Municipal de Educação.
Conforme comunicado, as suspensões, instituídas em 19 de janeiro, atingiram 18 escolas públicas, oito colégios particulares e três jardins de infância. Medidas incluíram restrição de movimento e impedimentos aos alunos de chegar a suas escolas.
A diretoria notou que as ações, incluindo checkpoints militares e barricadas nas estradas, vão além das áreas diretamente afetadas, com oito outras escolas públicas afetadas nas comunidades ao redor.
Segundo dados oficiais, ao menos 22.7% dos estudantes que vivem nas áreas sitiadas se ausentaram das aulas, bem como 8% dos professores, de modo a minar deliberadamente a continuidade e eficácia do processo de ensino.
As restrições também impediram ao menos 524 alunos de atenderem a aulas em escolas particulares, assim como 657 estudantes nos colégios da UNRWA — Agência das Nações Unidas para a Assistência aos Refugiados da Palestina.
Fontes de ensino confirmaram que várias escolas seguem sujeitas a reiteradas invasões militares de Israel, para além de intimidação e assédio de estudantes e professores, por colonos e soldados.
A diretoria alertou que as restrições constituem grave ameaça ao direito à educação, bem como à saúde acadêmica e psicológica da província palestina de Hebron.







