A Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) reafirmou nesta segunda-feira (19) que o risco de doenças em Gaza sitiada atingiu recordes, à medida que crianças continuam a perder seu calendário de vacinações há quase dois anos, em meio ao colapso do sistema de saúde sob ataques de Israel.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA, reiterou que crianças palestinas suguem impedidas de tomar seus imunizantes de rotina, cruciais para protegê-los de doenças de fácil proteção, desde o início do genocídio.
A situação, advertiu Lazzarini, agravou-se pelo inverno, tempestades e enchentes.
“Essas condições se somam a um já registrado recorde de doenças causadas por falta de serviços essenciais de água e saneamento, abrigos precários e superlotados e colapso do sistema de saúde”, acrescentou em nota.
Segundo Lazzarini, equipes da UNRWA, junto do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros locais, deu início à segunda rodada de vacinações na tentativa de normalizar o calendário, a partir de domingo (18), a fim de imunizar crianças com menos de três anos de idade.
“A vacinação nas condições presentes importam mais do que nunca”, ressaltou.
Neste entremeio, casos de poliomielite retornaram a Gaza, seguidos por uma campanha de emergência no intuito de impedir o ressurgimento da doença.
Em dois anos, o exército israelense deixou ao menos 71 mil mortos e 171 mil feridos, em maioria mulheres e crianças, além de dois milhões de desabrigados. Ataques diretos de Israel devastaram hospitais, centros humanitários e mesmo abrigos.
Apesar de um acordo de cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro de 2025, Israel matou ao menos 465 palestinos e feriu outros 1.287 desde então.







