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Protestos tomam cidades palestinas contra apartheid securitário de Israel

23 de janeiro de 2026, às 18h05

Protesto de cidadãos palestinos em frente ao gabinete do primeiro-ministro, contra inação policial em suas comunidades, em Tarabin, Jerusalém ocupada, em 11 de janeiro de 2026 [Saeed Qaq/Agência Anadolu]

Protestos e greves tomaram várias comunidades árabe-palestinas no território designado Israel, nesta quarta e quinta-feira (21 e 22), contra escalada da criminalidade sob política de inação, cumplicidade e apartheid da polícia de Israel.

Manifestantes ressaltaram indignação pela degradação securitária em suas cidades, bairros e aldeias, denunciada como sistêmica e proposital.

Diversas cidades convocaram greve geral nesta quinta. Em notas distintas, órgãos locais descreveram suas ações como resposta coletiva à violência, a partir de um chamado de Sakhnin, epicentro dos protestos, que inaugurou as greves.

No Negev (Naqab), o Fórum de Lideranças das Autoridades Árabes Locais convocou uma manifestação de massa em Rahat, sob o slogan “Um povo, um destino, um futuro”.

O Comitê Popular em Sha’ab se somou à greve geral.

Em Umm al-Fahm, a polícia da ocupação deteve um manifestante por carregar um cartaz escrito “Gaza, Gloriosa”.

Profissionais de saúde em Sakhnin notaram participar da greve contra o pico de violência, ao destacarem a falha institucional em salvaguardar vidas palestinas.