Ministro israelense amplia acesso a armas a colonos ilegais

28 minutos ago

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Ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, se reúne com forças paramilitares em Ashkelon, em 27 de outubro de 2023 [Menahem Kahana/AFP via Getty Images]

Itamar Ben-Gvir, ministro de Segurança Nacional de Israel, aprovou nesta quarta-feira (21) a inclusão de 18 assentamentos ilegais na Cisjordânia à lista de comunidades elegíveis a licenças pessoais de armas, como parte de sua “reforma armamentista”.

Conforme comunicado de sua pasta, a decisão se estende aos assentamentos ilegais de Shomron, Binyamin, Gush Etzion e Vale do Jordão, incluindo Sanur.

A medida permite a colonos que peçam junto a autoridades ocupantes licenças pessoais de armas de fogo, ao reativar as chamadas equipes de segurança pessoal e “prontidão” — isto é, milícias.

O ministério insistiu que a determinação busca robustecer a “capacidade de autodefesa” dos colonos ilegais, ao garantir resposta rápida a incidentes, antes da chegada da polícia ou exército.

Ben-Gvir alegou que a expansão de licenças de armas se mostrou efetiva, ao relatar civis armados que reagiram a supostos ataques ou infiltrações. Para o ministro supremacista, colonos têm o “direito moral” de defender seus colonatos.

Dados oficiais de sua pasta indicam que ao menos 240 mil colonos obtiveram licenças de armas desde o início da reforma, comparado a oito mil no ano anterior.

Palestinos e ativistas internacionais alertam que a ação incita violência e agrava tensões, em meio a sucessivos pogroms de colonos ilegais israelenses a comunidades palestinas nativas em Jerusalém e Cisjordânia ocupadas.

Soldados e colonos mataram ao menos 1.107 palestinos em Jerusalém e Cisjordânia em paralelo ao genocídio em curso na Faixa de Gaza, desde outubro de 2023, além de 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente.

Em julho passado, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, admitiu a ilegalidade da ocupação, ao pedir retirada imediata de colonos e soldados e reparações aos nativos; contudo, sem resposta até então.

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