Imagens de satélite analisadas pelas redes Forensic Architecture e Drop Site demonstram que Israel está sistematicamente aplainando uma área estratégica na cidade de Rafah, no extremo sul de Gaza, ao confinar os palestinos em uma área militar.
As operações incluem remoção de solo e destroços, no que sugere preparativo para obras de infraestrutura habitacional, em uma área que recai, no entanto, sob pleno controle do exército israelense.
Perícias mostraram que o padrão de atividades — limpeza e compactação do solo — não se apresenta em qualquer outra área a leste da linha amarela, apesar da destruição de ao menos 53% de Gaza.
As atividades, desde 10 de outubro de 2025, no contexto de suposto cessar-fogo entre Tel Aviv e Hamas, se concentram em uma área de não mais que um quilômetro quadrado, na junção de dois corredores militares em Rafah.
As obras se situam na margem norte de uma suposta “cidade humanitária”, como indicou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, em julho passado, com intuito de reassentar os palestinos de Gaza, após dois anos de genocídio.
O projeto é denunciado por ativistas e analistas como “campo de concentração”.







