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Knesset aprova lei para banir graduandos palestinos do sistema de ensino

23 de janeiro de 2026, às 17h58

Parlamento israelense (Knesset), em Jerusalém ocupada, em 13 de outubro de 2025 [Saul Loeb/Getty Images]

O parlamento de Israel (Knesset) aprovou uma nova lei nesta quarta-feira (21) para proibir a contratação de qualquer indivíduo com diploma acadêmico de universidades palestinas no sistema de educação do Estado ocupante.

A lei se soma a outras políticas discriminatórias denunciadas como apartheid nas terras ocupadas em 1948, com enfoque em graduandos da Cisjordânia.

O texto, proposto pelo deputado Amit Halevi junto de numerosos colegas governistas, foi aprovado em sua segunda e terceira leituras.

Sob a peça, emendas serão introduzidas à Lei de Educação Pública e à Lei de Supervisão do Ensino, ao considerar que graduandos no sistema da Autoridade Palestina não seriam adequados para o emprego no sistema israelense.

Como resultado, a lei proíbe palestinos de trabalharem como professores, inspetores ou reitores, mesmo que cumpram as qualificações. Na prática, trata-se de uma barreira legal à integração dos palestinos no setor de ensino dos territórios ocupados.