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Israel mata 11, incluindo três jornalistas, em nova violação do cessar-fogo

23 de janeiro de 2026, às 18h06

Palestinos velam jornalistas Enes Ganim, Abd Shaat e Muhammed Kashta, mortos por ataques de Israel, em Khan Younis, Gaza, em 21 de janeiro de 2026 [Abed Rahim Khatib/Agência Anadolu]

Onze pessoas, incluindo três jornalistas, foram mortos por novos ataques israelenses em Gaza, nesta quarta-feira (21), na mais recente violação do de cessar-fogo, em vigor desde outubro do ano passado, reportou o Ministério da Saúde palestino.

Seis pessoas foram também feridas, em ataques que incidiram a diversas localidades — embora sem detalhes até então.

Munir al-Bursh, diretor-geral do Ministério da Saúde, apontou à agência Anadolu que três repórteres estavam entre as vítimas, durante ofensiva no sul de Gaza.

Testemunhas notaram que forças ocupantes voltaram a bombardear a zona leste de Deir al-Balah, além da Cidade de Gaza.

Três pessoas faleceram em Deir al-Balah, três na Cidade de Gaza e outras três em outras áreas ao sul.

Fontes locais relataram também duas explosões que abalaram o norte de Gaza e a cidade homônima, após o exército colonial demolir prédios e instalações a leste de Sheikh Zayed na região setentrional.

Embarcações israelenses dispararam metralhadoras contra a orla da Cidade de Gaza; um helicóptero, junto de veículos militares, abriu fogo a leste da cidade.

No sul, blindados da ocupação atiraram contra palestinos na zona leste de Khan Younis, ressaltaram testemunhas.

Israel mantém controle nas chamadas zonas neutras do sul e leste de Gaza, assim como grande parte do norte, ao ocupar efetivamente 50% do território.

Os dois anos de genocídio israelense deixaram ao menos 71 mil mortos e 171 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados, sob a destruição de 90% da infraestrutura civil. A maioria das vítimas são mulheres e crianças.

Desde o cessar-fogo, violações israelenses deixaram ao menos 483 mortos e 1.287 feridos.