Autoridades da ocupação israelense intensificaram medidas econômicas contra a Gaza, ao longo do genocídio, ao impor o que fontes locais descrevem como “arranjos forçados”, que permitiram ao regime colonial extrair vastas somas de recursos palestinos enquanto
aprofundava a catástrofe humanitária em curso.
Segundo informações da rede Arabi21, forças israelenses efetivamente tornaram o setor de comércio de Gaza em uma nova arena de pressão, ao empregar restrições e controles fiscais como punição coletiva contra a população. Para as fontes, as ações contribuíram em financiar a campanha, dos bolsos das próprias vítimas.
Israel, prosseguiu a denúncia, restringiu a importação de bens a somente dez indivíduos particulares, via procedimentos opacos sem consulta ou supervisão palestina, tampouco envolvimento da Câmara de Comércio de Gaza, órgão regulatório.
Por inferência, emergiu um mercado clandestino, junto de cartéis e monopólios incitados pela ocupação, impondo carestia e taxas altíssimas sobre bens essenciais.
As mesmas fontes indicaram que ao menos um dos comerciantes aprovados tem vínculo com a chamada Fundação Humanitária de Gaza, instituída em Washington com anuência de Israel, no intuito de contornar instituições estabelecidas, incluindo a ONU.
A entidade é associada com uma política de extermínio, com disparos a esmo contra civis que buscavam alimentos em seus centros de distribuição.
Para analistas, as medidas econômicas são parte de uma estratégia ampla de Israel para impossibilitar condições de vida em Gaza, na tentativa de coagir os palestinos nativos ao deslocamento, após dois anos de investida armada.
Em Gaza, desde outubro de 2023, são ao menos 71 mil mortos e 171 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados sob catástrofe de fome. A maioria das vítimas são mulheres e crianças. As ações de Israel são denunciadas como genocídio.







