O movimento palestino Hamas condenou nesta segunda-feira (19) a criação de um novo assentamento ilegal israelense a leste de Belém, na Cisjordânia ocupada, ao descrever a medida como “perigosa escalada” na colonização da região.
Em nota, Mahmoud Mardawi, liderança do Hamas, alertou que o assentamento, iniciativa do ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, reflete os esforços contínuos de Tel Aviv para impor fatos via força, em desafio a resoluções internacionais.
Mardawi caracterizou o novo assentamento em terras palestinas como parte de um plano sistemático para isolar as províncias da Cisjordânia, anexar terras palestinas e deslocar à força as comunidades ancestrais.
Mardawi destacou que a expansão dos assentamentos, porém, não altera a identidade da terra palestina, tampouco cede legitimidade às políticas ocupantes. Ao contrário, movem indignação popular e robustecem o apego palestino à terra e seus direitos.
O líder do Hamas convocou, neste sentido, palestinos a se unirem e mobilizarem contra a expansão dos assentamentos, ao reforçar a resistência nas áreas alvejadas.
Instou ainda a comunidade internacional e órgãos de direitos humanos a cumprirem suas obrigações em responsabilizar Israel por seus crimes coloniais em curso.
Desde outubro de 2023, em paralelo ao genocídio em Gaza, as ações de Israel, incluindo pogroms contra comunidades nativas, mataram ao menos 1.103 pessoas em Jerusalém e Cisjordânia, além de 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente.
Em julho, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), radicado em Haia, admitiu a ilegalidade da ocupação, ao instar evacuação de colonos e soldados; sem ações até então.







