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Genocídio em Gaza custou US$9 bilhões a Suez, estima presidente do Egito

23 de janeiro de 2026, às 18h09

Presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, discursa ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, em 21 de janeiro de 2026 [Harun Özalp/Agência Anadolu]

O presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, reportou perdas na casa de US$9 bilhões em recursos diretos do Canal de Suez ao longo dos dois anos de genocídio de Israel na Faixa de Gaza. As informações são da agência de notícias Anadolu.

Ao discursar em evento paralelo do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (21), Sisi ressaltou que a rota de navegação que corta seu país foi duramente afetada pelo conflito.

O evento, com início na segunda (19), encerra-se nesta sexta (23).

A estimativa de Sisi abrange outubro de 2023, quando Israel deflagrou sua campanha, a outubro de 2025, quando um suposto cessar-fogo foi firmado entre o regime ocupante e o movimento Hamas, no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh.

Sisi insistiu que seu regime exerceu um “papel positivo” na região e alegou que a questão palestina segue como “topo das prioridades” de seu país.

“Destacamos que precisamos cimentar o cessar-fogo e permitir a entrada de assistência humanitária”, acrescentou.

Sisi reafirmou ainda suposto compromisso em não-interferência em assuntos internos de países terceiros, ao enaltecer um “novo caminho” para o Líbano e instar preservação do Estado sírio, com “inclusão e diálogo”.

Sobre a economia egípcia, alegou “avançar na direção certa”, ao chamar investidores.

Em dois anos, com apoio dos Estados Unidos, Israel deixou ao menos 71 mil mortos e 171 mil feridos em Gaza, além de dois milhões de desabrigados. Desde a trégua, violações de Tel Aviv somaram outros 483 mortos e 1.294 feridos.