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Filme sobre menina palestina morta por Israel é indicado ao Oscar

23 de janeiro de 2026, às 17h32

Exibição de A voz de Hind Rajab na sede da ONU, em Nova York, em 5 de dezembro de 2025 [Islam Dogru/Agência Anadolu]

O filme A voz de Hind Rajab, inspirado pelos momentos finais de uma menina palestina de cinco anos morta por soldados israelenses em Gaza, chegou à lista final de indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional, conforme anúncio desta quinta-feira (22).

Dirigido pela cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania, a obra se baseia na história de Hind Rajab, cuja família fugia do norte de Gaza, em meio ao genocídio israelenses, quando seu veículo foi alvejado por forças ocupantes, em 29 de janeiro de 2024.

A menina, com sua prima de 15 anos, Layan Hamadeh, e outros familiares, foi encontrada morta quase uma quinzena depois, em meio a negativas israelenses sobre o incidente, no entanto, registrado em áudio.

O filme se concentra no gravação real do telefonema final da menina, ao pedir socorro ao Crescente Vermelho da Palestina. O registro viralizou online, levando a manifestações em diversos países.

Dois paramédicos que tentavam resgatá-la também foram mortos.

O exército israelense negou responsabilidade sobre as mortes. Todavia, uma investigação posterior do grupo Forensic Architecture, radicada em Londres, concluiu que centenas de balas atingiram o veículo, enquanto um tanque israelense se aproximava.

Apesar de boicote das grandes distribuidoras nos Estados Unidos, o filme, representante da Tunísia na pré-lista do Oscar, concorre agora com Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha), O Agente Secreto (Brasil) e Foi Apenas um Acidente — pela França, embora do diretor iraniano Jafar Panahi.

A cerimônia do Oscar ocorre em 15 de março.

A voz de Hind Rajab estreou ovacionado no Festival Internacional de Cinema de Veneza, em setembro de 2025. Sua estreia nos cinemas brasileiros está prevista para a próxima quinta-feira, 29 de janeiro.