Embargo de Israel obstrui 70% dos serviços de água em Gaza, alerta ONU

7 minutos ago

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Palestinos aguardam em fila para encher galões em meio a crise hídrica, em Khan Younis, Gaza, em 17 de janeiro de 2026 [Abed Rahim Khatib/Agência Anadolu]

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta quarta-feira (21) que cerca de 70% dos serviços de água na Cidade de Gaza foram interrompidos devido a impedimentos de Israel à entrada de itens de reparo à rede de suprimento.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

“Nossos parceiros que trabalham com água, saneamento e higiene advertiram que cerca de 70% da produção total na Cidade de Gaza segue suspensa devido a desafios relativos ao reparo da rede de suprimento do Mekorot”, apontou Farhan Haq, porta-voz da ONU, ao citar dados do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (OCHA).

Em coletiva de imprensa, Haq explicou que o suprimento “vem de Israel a Gaza, situado a leste da chamada linha amarela, onde forças israelenses permanecem ativas”.

Haq observou que uma análise dos danos “identificou a necessidade de um cano de aço indisponível em Gaza, cuja entrada é proibida como item de ‘uso duplo’”.

Seu relato indicou ainda que, no domingo (18), autoridades israelenses negaram mais um requerimento de um parceiro das Nações Unidas para consertar um poço artesiano cujo funcionamento é fundamental ao enclave.

“Nossos parceiros estão buscando fontes alternativas e tentando ampliar o transporte de água, para garantir acesso”, reportou Haq. “Reiteramos, porém, a necessidade de acesso expandido, incluindo itens críticos considerados de ‘uso duplo’, sem os quais melhorias nos serviços mais básicos, como água potável, são impossíveis de ocorrer”.

O oficial admitiu também riscos humanitários devido ao inverno: “Reportamos mais uma morte infantil relacionada à hipotermia, nesta semana, levando o número de fatalidades conhecidas, ligadas à presente estação, a nove vítimas”.

Haq renovou apelos a “soluções urgentes, incluindo entrada de baterias, painéis solares e outras fontes de energia, cruciais para calefação comunitária”.

Israel mantém controle de Gaza, sobretudo nas chamadas zonas neutras a leste e sul do território, bem como grande parte do norte.

Em dois anos, o genocídio israelense devastou a infraestrutura civil de Gaza, ao deixar ao menos 71 mil mortos, 171 mil feridos e dois milhões de desabrigados. Desde outubro, no suposto cessar-fogo, violações deixaram 483 mortos e 1.287 feridos.

O cerco israelense impede ainda entrada de comida, materiais de construção e habitação e insumos médicos.

As Nações Unidas estimam destruição de 90% da infraestrutura, com custos de reconstrução em torno de US$70 bilhões.

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