Mais de 230 meninas e mulheres em Gaza, incluindo quase 15 mil grávidas, seguem com acesso restrito a serviços médicos, sobretudo obstetrícia, devido a operações israelenses ainda em curso, apesar do acordo de cessar-fogo.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
Ao citar dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o porta-voz Stephane Dujarric alertou nesta quinta-feira (22) que a crise alimenta riscos de “violência de gênero, exploração de mulheres e meninas e casamento infantil”.
Segundo Dujarric, os danos a abrigos, hospitais e clínicas, junto ao deslocamento à força e, mais recentemente, as enchentes de inverno, “limitou severamente o acesso ao apoio psicossocial e a cuidados médicos”.
Parceiros humanitários abordaram cerca de 13 mil famílias desde domingo (18), reiterou Dujarric, ao distribuírem “centenas de tendas”, junto de colchões, cobertores, roupas de frio, utensílios de cozinha e luzes solares.
Impedimentos orçamentários e logísticos, no entanto, restringem acesso a somente 40% dos 970 focos de deslocamento em Gaza, acrescentou.
O genocídio israelense em Gaza, desde outubro de 2023, deixou mais de 71 mil mortos e 171 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados em meio à destruição de 90% da infraestrutura civil do enclave.
Desde outubro de 2025, apesar de suposto cessar-fogo, violações de Israel deixaram 483 mortos e 1.287 feridos.







