O Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, confirmou nesta segunda-feira (19) ter revogado o convite a seu encontro anual estendido ao ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ao citar a repressão do regime a protestos no país.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
“A chancelaria iraniana não atenderá Davos”, disse o fórum em nota no Twitter (X).
O evento ocorre de 19 a 23 de janeiro, sob o tema “Espírito de Diálogo”, apesar da medida excludente.
“Embora tenha sido convidado no ano passado, a perda trágica de vidas de civis no Irã, ao longo das últimas semanas, sugere que não é certo que seu governo tenha representação em Davos no ano presente”, acrescentou o fórum.
Protestos contra a carestia e colapso da moeda eclodiram em Teerã em 28 de dezembro, espalhados ao restante do país.
Em 8 de janeiro, Reza Pahlavi, líder oposicionista no exílio e filho do xá deposto em 1979, pela Revolução Islâmica, somou-se aos chamados, tendo como resposta a repressão do regime às manifestações.
Centenas de baixas foram reportadas, sobretudo nas províncias ocidentais.
Neste entremeio, Israel e Estados Unidos voltaram a ameaçar ataques ao Irã, sob pretexto de apoio aos protestos, apesar de rejeição popular a ingerência externa. Uma ofensiva de Washington, no entanto, parece dissuadida por ora por aliados regionais.







