Dados do exército israelense divulgados na terça-feira (20) revelaram que a coordenação de segurança com a Autoridade Palestina (AP) atingiu “níveis sem precedentes” em 2025, junto a queda em ataques — ou ações de resistência — contra alvos israelenses.
Segundo as informações do Comando Central, ataques caíram 78% comparado a 2024. O órgão associou diretamente a queda com maior colaboração da AP.
Militares israelenses descreveram o arranjo como “excepcional, de alto nível”, ao exaltar o aparato securitário da gestão em Ramallah como “parceiro essencial para a estabilidade” da região — isto é, para a ocupação.
O dossiê nota que policiais da AP costumam devolver colonos israelenses que entram em áreas sob sua jurisdição, apreendem e transferem armas às forças ocupantes e repassam informações relacionadas a supostos ataques.
Para o exército colonial, a “escala de terrorismo palestino” caiu consideravelmente, salvo aumento desde outubro em incidentes envolvendo pedras e coquetéis molotov.
O aumento na colaboração da AP se deu em meio a escalada israelense contra cidades e campos de refugiados na Cisjordânia, incluindo incursões diárias, detenções em massa, destruição de casa e infraestruturas e restrições de movimento.
Desde outubro de 2023 — em paralelo à crise em Gaza —, soldados e colonos israelenses mataram ao menos 1.103 palestinos nativos em Jerusalém e Cisjordânia, além de 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente.







