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Coordenação de segurança com AP bateu recordes em 2025, diz Israel

23 de janeiro de 2026, às 18h36

Invasão militar israelense a Beit She’na, na região de Jenin, na Cisjordânia ocupada, em 27 de dezembro de 2025 [Nedal Eshtayah/Agência Anadolu]

Dados do exército israelense divulgados na terça-feira (20) revelaram que a coordenação de segurança com a Autoridade Palestina (AP) atingiu “níveis sem precedentes” em 2025, junto a queda em ataques — ou ações de resistência — contra alvos israelenses.

Segundo as informações do Comando Central, ataques caíram 78% comparado a 2024. O órgão associou diretamente a queda com maior colaboração da AP.

Militares israelenses descreveram o arranjo como “excepcional, de alto nível”, ao exaltar o aparato securitário da gestão em Ramallah como “parceiro essencial para a estabilidade” da região — isto é, para a ocupação.

O dossiê nota que policiais da AP costumam devolver colonos israelenses que entram em áreas sob sua jurisdição, apreendem e transferem armas às forças ocupantes e repassam informações relacionadas a supostos ataques.

Para o exército colonial, a “escala de terrorismo palestino” caiu consideravelmente, salvo aumento desde outubro em incidentes envolvendo pedras e coquetéis molotov.

O aumento na colaboração da AP se deu em meio a escalada israelense contra cidades e campos de refugiados na Cisjordânia, incluindo incursões diárias, detenções em massa, destruição de casa e infraestruturas e restrições de movimento.

Desde outubro de 2023 — em paralelo à crise em Gaza —, soldados e colonos israelenses mataram ao menos 1.103 palestinos nativos em Jerusalém e Cisjordânia, além de 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente.