Gaza registra aumento drástico de abortos espontâneos sob ataques de Israel

49 minutos ago

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Bebê recém-nascido recebe cuidados no Hospital Nasser, sob ataques de Israel, em Khan Younis, Gaza, em 18 de dezembro de 2025 [Abdallah F.S. Alattar/Agência Anadolu]

Um relatório recente de direitos humanos confirmou que o genocídio israelense em Gaza afeta não apenas a situação humanitária imediata no enclave como o futuro demográfico da população palestina.

Segundo os dados, nascimentos caíram a níveis sem precedentes e mortes de grávidas e recém-nascidos subiram drasticamente, à medida que o sistema de saúde, sobretudo de obstetrícia, foi quase completamente destruído.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, ao citar dois dossiês da ong Médicos por Direitos Humanos (PHR, em inglês), nascimentos desabaram em 41%, enquanto abortos espontâneos e partos prematuros seguem tendência de aumento.

Conforme o estudo, conduzido em parceria com a Clínica Global de Direitos Humanos da Universidade de Chicago, os números corroboram uma política sistemática de “violência reprodutiva” por parte de Israel, em ato flagrante de genocídio.

Entre janeiro e junho de 2025, prosseguiu o estudo, Gaza registrou cerca de 2.600 abortos espontâneos, 220 mortes relacionadas à gravidez, 1.460 partos prematuros e 1.700 casos de recém-nascidos muito abaixo do peso.

Israel mantém ataques a Gaza desde outubro de 2023, sem interrupção apesar de cessar-fogo firmado em outubro passado, no segundo aniversário da crise. Somam-se ao menos 71 mil mortos e 171 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados.

Revistas científicas alertam para grave subnotificação, devido ao colapso dos sistemas de saúde, sob ataques diretos do exército ocupante.

As ações de Israel são genocídio, assim investigado pelo Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024.

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