O governo de Israel concedeu novas licenças nesta quarta-feira (14) para “legalizar” cinco postos coloniais na Cisjordânia ocupada, em iniciativa do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, a fim de enfraquecer prospectos de um Estado palestino.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
Smotrich — líder do partido fundamentalista Sionismo Religioso — anunciou a decisão no Twitter (X), ao reportar que seu governo atribuiu “códigos oficiais” a Homesh, no norte da Cisjordânia, e outras quatro estações: Yondif, em Hebron; Jibot, no bloco de Gush Etzion, ao sul de Jerusalém; Betron, no Vale do Jordão; e Kedom Arava, também no norte.
Smotrich vangloriou-se de emitir 20 novos códigos de assentamentos no mês passado, no intuito de concluir a “regularização administrativa” dos postos ilegais. Os códigos servem então para integrar colonos a planejamento e serviços públicos, em contraste ao sistema de apartheid que incide às comunidades palestinas.
Para o ministro israelense, expressamente, a medida constitui a continuidade de esforços “para esmagar a ideia de um Estado palestino”.
Palestinos pedem há décadas que a comunidade internacional pressione Israel a cessar a expansão dos assentamentos em terras ocupadas, ilegais sob o direito internacional. Em julho, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), de Haia, admitiu a ilegalidade da ocupação, ao instar evacuação de colonos e soldados; sem ações até então.
No contexto do genocídio em Gaza, Israel escalou ações para anexar a Cisjordânia, com ataques a campos de refugiados, destruição de casas, deslocamento forçado, expansão dos assentamentos e mesmo pogroms conduzidos por colonos ilegais.
Estima-se ao menos 500 mil colonos israelenses radicados em assentamentos por toda a Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém Oriental ocupada.
Desde outubro de 2023 — em paralelo à crise em Gaza —, soldados e colonos israelenses mataram ao menos 1.103 palestinos nativos em Jerusalém e Cisjordânia, além de 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente.
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