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Israel avança para ‘legalizar’ cinco postos coloniais na Cisjordânia ocupada

16 de janeiro de 2026, às 06h15

Assentamento israelense de Efrat, em Belém, na Cisjordânia ocupada, em 30 de março de 2024 [Wisam Hashlamoun/Agência Anadolu]

O governo de Israel concedeu novas licenças nesta quarta-feira (14) para “legalizar” cinco postos coloniais na Cisjordânia ocupada, em iniciativa do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, a fim de enfraquecer prospectos de um Estado palestino.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Smotrich — líder do partido fundamentalista Sionismo Religioso — anunciou a decisão no Twitter (X), ao reportar que seu governo atribuiu “códigos oficiais” a Homesh, no norte da Cisjordânia, e outras quatro estações: Yondif, em Hebron; Jibot, no bloco de Gush Etzion, ao sul de Jerusalém; Betron, no Vale do Jordão; e Kedom Arava, também no norte.

Smotrich vangloriou-se de emitir 20 novos códigos de assentamentos no mês passado, no intuito de concluir a “regularização administrativa” dos postos ilegais. Os códigos servem então para integrar colonos a planejamento e serviços públicos, em contraste ao sistema de apartheid que incide às comunidades palestinas.

Para o ministro israelense, expressamente, a medida constitui a continuidade de esforços “para esmagar a ideia de um Estado palestino”.

Palestinos pedem há décadas que a comunidade internacional pressione Israel a cessar a expansão dos assentamentos em terras ocupadas, ilegais sob o direito internacional. Em julho, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), de Haia, admitiu a ilegalidade da ocupação, ao instar evacuação de colonos e soldados; sem ações até então.

No contexto do genocídio em Gaza, Israel escalou ações para anexar a Cisjordânia, com ataques a campos de refugiados, destruição de casas, deslocamento forçado, expansão dos assentamentos e mesmo pogroms conduzidos por colonos ilegais.

Estima-se ao menos 500 mil colonos israelenses radicados em assentamentos por toda a Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém Oriental ocupada.

Desde outubro de 2023 — em paralelo à crise em Gaza —, soldados e colonos israelenses mataram ao menos 1.103 palestinos nativos em Jerusalém e Cisjordânia, além de 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente.

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