Prisioneiro de Gaza morre nas cadeias de Israel, baixas somam 87 vítimas

1 hora ago

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Protesto em solidariedade aos prisioneiros palestinos, em Nablus, na Cisjordânia ocupada, em 30 de novembro de 2025 [Nedal Eshtayah/Agência Anadolu]

Grupos palestinos de direitos humanos confirmaram no domingo (11) que um prisioneiro de Gaza faleceu em custódia de Israel, somando 87 vítimas desde outubro de 2023.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Em comunicado, a Comissão de Assuntos dos Prisioneiros e a Sociedade dos Prisioneiros Palestinos reportaram o óbito de Hamza Abdullah Abdulhadi Adwan, de 67 anos de idade, em uma centro de detenção israelense, em 9 de setembro de 2025.

Adwan, paciente cardíaco, não obteve tratamento adequado enquanto em custódia, após ser abduzido em um checkpoint militar israelense, no norte de Gaza, em 12 de novembro de 2024. Adwan tinha esposa e nove filhos, dois dos quais mortos ainda antes de outubro de 2023, quando Israel deflagrou seu genocídio em Gaza.

Sua morte integra um padrão de abusos sistemáticos contra palestinos detidos, incluindo tortura, fome, negligência médica, violência sexual e condições degradantes, advertiram as organizações palestinas.

Segundo o comunicado, embora Israel tenha identificado 87 mortos, estimativas indicam ao menos cem vítimas, incluindo casos de desaparecimentos forçosos, além de dezenas de prisioneiros executados em campo. Dentre as vítimas confirmadas, cinquenta e uma são de Gaza.

A denúncia reiterou que fotografias dos corpos dos prisioneiros divulgadas após o cessar-fogo em Gaza, desde 10 de outubro de 2025, constituem prova de execuções conduzidas sumária e sistematicamente contra os detidos.

Palestinos mortos nas cadeias da ocupação israelense desde 1967 somam ao menos 324 vítimas, de acordo com dados documentados por diversas organizações.

O comunicado ressaltou também plena responsabilidade das autoridades de Israel pela morte de Adwan, ao reivindicar da comunidade internacional ações concretas para levar líderes israelenses à justiça, por crimes de guerra e lesa-humanidade.

Registros oficiais calculam 9.300 palestinos nas cadeias de Israel, dentre os quais 3.385 em detenção administrativa — sem julgamento ou sequer acusação.

Em Gaza, o genocídio israelense matou ao menos 71 mil pessoas e feriu 170 mil outras — sobretudo mulheres e crianças.

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