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OMS pede acesso urgente e irrestrito no Sudão, ao marco de mil dias de guerra

14 de janeiro de 2026, às 07h41

Ruas tomadas por confrontos entre o exército sudanês e forças paramilitares, em Cartum, capital do Sudão, em 30 de abril de 2023 [Ömer Erdem/Anadolu Agency]

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reivindicou nesta terça-feira (13) acesso seguro e irrestrito a todas as áreas do Sudão, para reaver serviços médicos, ao passo que a guerra civil supera o marco de mil dias.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

O apelo foi enunciado pelo diretor da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa realizada em Genebra.

Ghebreyesus advertiu que a violência devastou o país: “A última sexta-feira (9) marcou os mil dias de guerra civil no Sudão. São quase três anos de violência ininterrupta, que levou o país a se tornar a pior crise humanitária de todo o mundo”.

Conforme Ghebreyesus, estima-se 33.7 milhões de sudaneses em carência humanitária, bem como 13.6 milhões de deslocados à força.

Ghebreyesus notou condições precárias de sobrevivência, como superlotação de tendas, falta de água potável e saneamento e ruptura com as rotinas de vacinação e profilaxia, de modo a disseminar doenças.

A OMS, ressaltou o oficial das Nações Unidas, segue trabalhando em resposta a surtos de cólera, dengue, malária e sarampo, apesar de ataques diretos e danos graves ao sistema de saúde, além de falta de pessoal, recursos e insumos essenciais.

Apesar dos esforços, observou, “mais de um terço das instalações médicas permanecem inoperantes”.

Ghebreyesus instou as partes relevantes a proteger a civis, incluindo pacientes e equipes de saúde e humanitárias, bem como exortou o fim do conflito. “Como sempre, o melhor remédio é a paz”, concluiu o médico.

O Sudão é tomado por conflito entre o exército regular e seus ex-aliados paramilitares das Forças de Suporte Rápido (FSR) desde abril de 2023, com dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.

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