Quarenta e quatro grupos de direitos humanos, entidades beneficentes e associações e federações sindical expressaram na segunda-feira (12) seu repúdio a um “perigoso” plano do governo britânico para dar novo poderes à polícia para reprimir protestos.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
Em nota conjunta, intitulada “Defesa do Direito de Protesto da Sociedade Civil”, o coletivo reiterou que o direito ao protesto é “tem valor e deve ser defendido”.
Entre os signatários, a Campanha de Solidariedade Palestina, o Greenpeace, a federação sindical Trades Union Congress, o Jewish Voice for Liberation, entre outros.
“Declaramos oposição à repressão draconiana do governo a nossos direitos de liberdade de expressão e assembleia”, destacou o comunicado.
A denúncia se refere a uma nova emenda à Lei de Crime e Policiamento, que incumbiria à polícia considerar o “impacto cumulativo” de reiterados protestos em uma mesma área, de modo a impor maiores condições a manifestações.
Para as organizações, a proposta é “extrema e abrangente”.
Conforme a denúncia, declarações do governo “deixam claro” que esses poderes servem de resposta a atos pró-Palestina, sobretudo no contexto do genocídio israelense na Faixa de Gaza, desde outubro de 2023.
Ao anunciar poderes adicionais em outubro, o secretário do Interior, Shabana Mahmood, insistiu que os protestos de massa semanais, sobre Gaza, incitaram “medo considerável” na comunidade judaica, ao vinculá-los, de forma espúria, a um atentado a uma sinagoga em Manchester.
Segundo a proposta, no entanto, o impedimento de protestos seria cumulativo: um ato de extrema-direita pode impedir uma marcha de trabalhadores ou antirracista.
Neste sentido, o comunicado instou do governo de Keir Starmer a arquivar a proposta.
“Reprimir manifestações pacíficas não protegerá os direitos ou a segurança de ninguém e rejeitamos tentativas cínicas do governo de introduzir tamanha proposta repressiva como proteção a grupos vulneráveis”, concluíram as organizações.
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