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No Knesset, oficiais israelenses pedem ocupação permanente de Gaza

13 de janeiro de 2026, às 08h51

Ministro da Justiça israelense, Yariv Levin, durante votação no Knesset, em Jerusalém ocupada, em 24 de julho de 2023 [Noam Moskowitz/Agência Anadolu]

Oficiais israelenses de alto escalão voltaram a pedir publicamente a ocupação permanente de Gaza, ao desafiar, ao menos às claras, um plano dos Estados Unidos que descarta a presença ou anexação militar do território.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

As declarações foram feitas durante evento no parlamento israelense (Knesset), intitulado “Gaza: O dia depois”, reportou a televisão local.

O ministro da Justiça, Yariv Levin, insistiu que Israel deve manter sua presença em Gaza como parte do que descreveu como “reivindicações territoriais mais amplas”.

“Precisamos estar em Gaza e em toda a Terra de Israel [sic]”, argumentou Levin. “Trata-se, primeiro e mais importante, de nosso país [sic]”.

O deputado de extrema-direita Simcha Rothman ecoou o ministro: “Israel deve manter controle de Gaza”.

A televisão israelense reportou que as discussões se focaram em propostas como controle securitário de Israel, desarmamento do grupo de resistência Hamas e incentivos ao deslocamento ilegal dos palestinos do enclave.

Os comentários contradizem a anuência formal de Israel de um plano do presidente americano Donald Trump que nega a anexação.

Trump divulgou a proposta em setembro, como parte de uma “iniciativa de paz”, incluindo cessar-fogo, soltura dos prisioneiros de guerra, desarmamento do Hamas, retirada israelense do enclave, formação de uma gestão técnica e emprego de forças internacionais.

O exército israelense matou ao menos 71 mil palestinos e feriu 171 mil desde outubro de 2023, sobretudo mulheres e crianças. Apesar de cessar-fogo em outubro, Israel mantém ataques, com 442 mortos e 1.236 feridos desde então.

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