Oficiais israelenses de alto escalão voltaram a pedir publicamente a ocupação permanente de Gaza, ao desafiar, ao menos às claras, um plano dos Estados Unidos que descarta a presença ou anexação militar do território.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
As declarações foram feitas durante evento no parlamento israelense (Knesset), intitulado “Gaza: O dia depois”, reportou a televisão local.
O ministro da Justiça, Yariv Levin, insistiu que Israel deve manter sua presença em Gaza como parte do que descreveu como “reivindicações territoriais mais amplas”.
“Precisamos estar em Gaza e em toda a Terra de Israel [sic]”, argumentou Levin. “Trata-se, primeiro e mais importante, de nosso país [sic]”.
O deputado de extrema-direita Simcha Rothman ecoou o ministro: “Israel deve manter controle de Gaza”.
A televisão israelense reportou que as discussões se focaram em propostas como controle securitário de Israel, desarmamento do grupo de resistência Hamas e incentivos ao deslocamento ilegal dos palestinos do enclave.
Os comentários contradizem a anuência formal de Israel de um plano do presidente americano Donald Trump que nega a anexação.
Trump divulgou a proposta em setembro, como parte de uma “iniciativa de paz”, incluindo cessar-fogo, soltura dos prisioneiros de guerra, desarmamento do Hamas, retirada israelense do enclave, formação de uma gestão técnica e emprego de forças internacionais.
O exército israelense matou ao menos 71 mil palestinos e feriu 171 mil desde outubro de 2023, sobretudo mulheres e crianças. Apesar de cessar-fogo em outubro, Israel mantém ataques, com 442 mortos e 1.236 feridos desde então.
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