Frio mata 21 refugiados palestinos em Gaza, em maioria crianças

23 minutos ago

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Criança chora a morte de um bebê palestino de uma semana devido ao frio, em Deir al-Balah, em Gaza, sob cerco de Israel, em 10 de janeiro de 2026 [Stringer/Agência Anadolu]

Ao menos 21 palestinos, sobretudo crianças, morreram de frio nos campos de refugiados em Gaza, desde o início do genocídio israelense no enclave, relataram autoridades locais neste domingo (11), segundo informações da agência Anadolu.

Em nota, o gabinete de comunicação do governo em Gaza notou que as mortes incidiram a famílias radicadas em tendas provisórias, com pouca ou nenhuma proteção do inverno, em meio a uma catástrofe humanitária agravada pelo clima.

As baixas incluem 18 crianças, sobretudo a famílias severamente vulneráveis.

O comunicado sucedeu em um dia o óbito por hipotermia de um bebê de uma semana de idade. O bebê foi transferido ao Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, confirmou o pai, Adnan al-Aqraa; contudo, não resistiu.

A assessoria reiterou que as mortes mais recentes são consequência direta da destruição generalizada de residências e da infraestrutura, assim como do cerco militar israelense e do deslocamento à força de ao menos 1.5 milhão de pessoas.

A nota alertou que o frio pode deixar mais vítimas, sobretudo crianças, idosos e doentes crônicos, com previsão de piora nos próximos dias.

Quatro pessoas morreram de frio desde dezembro, quando começou o inverno, diante de uma escassez crítica de insumos básicos, como roupas, cobertores e abrigos.

Meteorologistas palestinas corroboraram um novo sistema de baixa pressão a partir desta sexta-feira (16), com tempestades, temperaturas baixas e ventos de até 60 km/hora.

A Defesa Civil informou que chuvas danificaram ou destruíram milhares de tendas, além de dezenas de edifícios já debilitados por bombardeios, com novas baixas.

O alerta concluiu ao instar a comunidade internacional, as Nações Unidas e organizações

humanitárias a tomarem ações urgentes para providenciar abrigos, calefação e socorro humanitário irrestrito às famílias carentes.

O exército israelense matou ao menos 71 mil palestinos e feriu 171 mil desde outubro de 2023, sobretudo mulheres e crianças. Apesar de cessar-fogo em outubro, Israel mantém ataques, com 442 mortos e 1.236 feridos desde então.

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