Gaza sofre pico de prematuros e defeitos congênitos, reportam médicos

8 horas ago

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Recém-nascidos e prematuros recebem cuidados sob condições precárias no Hospital al-Helou, de Gaza, em 15 de dezembro de 2025 [Khalil Ramzi Alkahlut/Agência Anadolu]

O Ministério da Saúde de Gaza confirmou um pico de defeitos congênitos e nascimentos prematuros no enclave palestino, sob bombardeios e cerco de Israel, ao vincular a crise à fome generalizada e carência crítica de suprimentos médicos.

O Dr. Ahmed al-Farra, diretor de pediatria e obstetrícia do Hospital Nasser de Khan Younis, alertou que as instalações de saúde de Gaza seguem registrando aumentos mensais nos casos, sobretudo entre a 30ª e 36ª semana de gravidez.

Em nota à imprensa, al-Farra ressaltou na quinta-feira (8) vários casos de recém-nascidos criticamente abaixo do peso, como resultado de desnutrição materna durante a gravidez, em particular no primeiro trimestre. Falta de nutrientes, como ferro, impedem a formação adequada do feto, especialmente do sistema nervoso.

Al-Farra apontou ainda a poluição da água e exposição a fumaça como fatores decisivos para o surto de defeitos congênitos e doenças entre as mães.

Conforme o relato, médicos enfrentam condições raras e gravíssimas, incluindo tumores presentes já ao nascimento, além de más-formações nos sistemas cardíaco e digestivo e desenvolvimento incompleto do cérebro.

Al-Farra corroborou alta mortalidade infantil dias após o parto, além de cirurgias urgentes ou alimentação intravenosa prolongada, ao somar pressão ao sistema de saúde de Gaza, já em colapso após dois anos de genocídio.

No último biênio, detalhou, mortes neonatais subiram de nove a cada mil nascimentos a 35 a cada mil nascimentos, à medida que forças ocupantes de Israel mantinham ataques diretos a centros médicos e clínicas em todo o território.

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