O Centro Palestino para Estudo dos Prisioneiros reportou que forças de Israel conduziram ao menos 150 prisões somente na primeira semana de 2026, como parte de uma política em curso de escalada e repressão, em Jerusalém e Cisjordânia ocupadas.
Em nota à imprensa, a associação reiterou que as prisões incidiram a diversas áreas, com ao menos cinco mulheres e oito menores de idade entre os detidos, além de jornalistas e prisioneiros libertados previamente via cumprimento da pena ou negociações.
O centro confirmou ainda centenas de invasões a casas, incluindo revistas generalizadas e danos às propriedades. Aldeias, cidades e campos de refugiados sofreram ataques, no que foi denunciado como punição coletiva e assédio contra civis.
Segundo o comunicado, Israel emitiu 136 ordens de detenção administrativa desde 1º de janeiro, sem sequer prestar acusações. Para a organização, trata-se de perigosa escalada da medida arbitrária, que viola a lei internacional.
Em incidente correlato, forças israelenses invadiram o campus da Universidade de Birzeit, atacaram um encontro de solidariedade aos prisioneiros, confiscaram equipamentos de imprensa e detiveram o vice-reitor.
De acordo com a denúncia, a ação configura violação notável dos critérios de proteção de instituições de ensino nos territórios ocupados.
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