Israel mantém ao menos 52 mulheres em suas prisões, sob abuso, alerta ong

1 dia ago

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Mulheres palestinas protestam pela soltura de concidadãs das cadeias israelenses, em Nablus, na Cisjordânia ocupada, em 9 de março de 2025 [Mohammed Nasser/Apaimages]

A Sociedade dos Prisioneiros Palestinos, ong de direitos humanos, reportou nesta quinta-feira (8) que autoridades israelenses mantêm atualmente 52 mulheres palestinas em suas cadeias, após uma série de prisões no início do ano.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Segundo o alerta, cinco mulheres foram detidas nos primeiros oito dias de janeiro, dentre elas, uma jornalista e duas ex-prisioneiras.

Em nota, o grupo confirmou que ao menos 650 mulheres palestinas foram sequestradas por forças israelenses desde o início do genocídio em Gaza, em outubro de 2023, sob um aumento drástico nos casos de violações graves e maus tratos.

Dentre as denúncias: agressão física, assédio sexual e tratamento degradante. As vítimas incluem menores de idade.

De acordo com análise da organização, autoridades ocupantes costumam deter meninas e mulheres como forma de pressionar familiares homens a se entregarem, como prática e tática perigosa e crescente desde a eclosão da crise em Gaza.

O aumento de casos abrange ainda repressão associada à liberdade de expressão, como contra postagens nas redes sociais vinculadas por Israel a suposta incitação.

Dezesseis mulheres permanecem sob detenção administrativa, isto é, sem julgamento ou sequer acusação — reféns, por definição.

A maior parte das palestinas em custódia se concentra no presídio de Damon, no norte do território considerado Israel, sob condições precárias, incluindo isolamento prolongado, fome deliberada, negligência médica e revistas corporais abusivas.

Casos de assédio por carcereiros também são registrados, incluindo pressão psicológica, ameaças, agressão e invasões reiteradas às celas.

O grupo de direitos humanos reiterou que o tratamento conferido às mulheres nas prisões de Israel constitui violação da lei humanitária internacional, e instou entidades relevantes a agirem com urgência contra os abusos.

Segundo organizações israelenses e palestinas, a ocupação mantém hoje mais de 9.300 palestinos em suas cadeias, dentre os quais mulheres e crianças. Muitos prisioneiros de Gaza, no entanto, não são contabilizados e seguem desaparecidos.

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