Políticos em Israel estão preparando um novo projeto de lei com objetivo de expandir seu controle sobre antiguidades e patrimônios históricos na Cisjordânia ocupada, incluindo áreas sob autoridade civil palestina, reportou a imprensa em hebraico.
Segundo as informações, o texto foi atualizado na quarta-feira (31) no website do Knesset (parlamento de Israel), às vésperas de novas discussões. O plano deve estender a gestão israelense sobre patrimônio palestino nas Áreas A e B da Cisjordânia, onde a Autoridade Palestina exerce, sob os Acordos de Oslo, controle civil.
O rascunho inclui dezenas de notas e observações, cujos detalhes devem ser elucidados antes de seguir a votação em um comitê do Knesset.
Uma das anotações do principal proponente da lei, Amit Halevi, deputado do Likud — do premiê Benjamin Netanyahu — pede que a legislação se aplique em Gaza, destruída por dois anos de genocídio, para além de violações do cessar-fogo.
A versão original da lei, de 2023, propunha transferir responsabilidade pelo patrimônio na Cisjordânia à Autoridade de Antiguidades de Israel, que administra sítios arqueológicos nos territórios expropriados na Nakba, ou catástrofe palestina, em 1948.
De acordo com o jornal Times of Israel, a proposta revisada atraiu críticas de arqueólogos israelenses, que acusação a coalizão governista de buscar anexação de facto via controle de antiguidades e gestão de patrimônio.
Sob Oslo, o envolvimento israelense nas antiguidades da Cisjordânia se limita à chamada Área C — 60% do território, sob controle civil-militar da ocupação. As Áreas A e B seguem sob designação civil da Autoridade Palestina, com esta responsável pela cooperação de segurança na chamada Área A.







