Ao menos 12 mil crianças palestinas vivem sob condições de “deslocamento forçado” na Cisjordânia ocupada, como resultado das operações militares de Israel na região norte, advertiu neste domingo (4) a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA), segundo informações da rede Anadolu.
Desde 21 de janeiro de 2025, o exército israelense mantém uma campanha militar contra o norte da Cisjordânia, lançada a partir do campo de refugiados de Jenin e ampliada mais tarde aos campos de Nur Shams e Tulkarem.
Forças ocupantes impuseram cerco aos três campos, junto de destruição generalizada da infraestrutura civil, incluindo casas e comércios, levando ao deslocamento de cerca de 50 mil palestinos, conforme dados oficiais.
Dentre os deslocados, ao menos 12 mil crianças, ressaltou a UNRWA no Twitter (X).
Neste contexto, a agência notou ter promovido “um programa educacional de emergência para as crianças deslocadas, ainda em fevereiro de 2025”, incluindo “espaços provisórios de aprendizado, distribuição de material letivo e apoio psicossocial”.
A UNRWA estimou ainda 48 mil crianças matriculadas em suas escolas na Cisjordânia.
Soldados e colonos israelenses mataram ao menos 1.105 palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ocupadas, além de 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente, em paralelo ao genocídio em Gaza, desde outubro de 2023.
Em julho de 2024, em decisão histórica, embora não implementada, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, reconheceu a ilegalidade da ocupação na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, ao ordenar evacuação imediata de colonos e soldados.







