Autoridades da ocupação israelense conduziram uma sessão judicial no domingo (3) para analisar o caso do governador palestino de Jerusalém, Adnan Ghaith, na qual decidiram adiar os procedimentos e, portanto, estender sua prisão.
A assessora do governo confirmou em nota que a corte israelense adiou o julgamento de Ghaith a 20 de janeiro, ao citar violações de ordens militares previamente emitidas contra o político palestino.
Ghaith enfrenta uma série de medidas punitivas, desde que assumiu como governador de Jerusalém em 2018. Autoridades israelenses emitiram sucessivas ordens militares, como proibição de entrada na Cisjordânia e restrição de movimento, ao confiná-lo a uma área estreita em seu bairro de Silwan, ao sul da Mesquita de Al-Aqsa.
Ghaith também permanece proibido de contactar 51 indivíduos, incluindo políticos e oficiais de segurança.
Israel, em ocasião prévia, impôs ainda prisão domiciliar a Ghaith, por mais de dois anos. Críticos apontam tentativa de isolá-lo politicamente.
O caso é parte de uma onda de repressão de Israel contra oficiais e instituições nacionais palestinas nos territórios ocupados, incluindo Jerusalém.







