A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou uma lei israelense cujo intuito é cortar o suprimento de água e energia elétrica a instalações de sua Agência para os Refugiados Palestinos (UNRWA), nos territórios ilegalmente ocupados.
Stephane Dujarric, porta-voz, reverberou na quarta-feira (31) críticas do secretário-geral Antonio Guterres sobre as medidas israelenses, ao advertir que a política deve “frustrar ainda mais” a capacidade operacional da agência.
“A Convenção de Privilégios e Imunidades da ONU ainda se aplica à UNRWA”, notou Dujarric, “incluindo suas propriedades e recursos, bem como oficiais e funcionários. Propriedades de uso da UNRWA são, portanto, invioláveis”.
Dujarric ressaltou que UNRWA é “parte integral” do órgão global.
De sua parte, Philippe Lazzarini, comissário-geral da agência, condenou a política, ao descrevê-la como parte de uma “campanha sistêmica, em curso, para desacreditar a UNRWA e, portanto, obstruir suas atividades”.
Segundo Lazzarini, o objetivo é privar os palestinos nativos de serviços humanitários providenciados pela agência.
Em 2024, o parlamento israelense (Knesset) aprovou uma lei para proibir a UNRWA de operar no território designado Israel e coibir qualquer comunicação entre oficiais israelenses e o órgão, ao frustrar, por consequência, suas ações na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém ocupadas.
A campanha contra a UNRWA é parte dos esforços de limpeza étnica de Israel contra o povo palestino, na tentativa de expulsar deslocados de suas terras ancestrais, para fins de ocupação e colonização.







