O Sindicato dos Jornalistas da Palestina confirmou na quinta-feira (1º) que o exército israelense prendeu ao menos 42 profissionais de imprensa durante 2025, incluindo oito mulheres, nas regiões ocupadas da Cisjordânia e Jerusalém, além do território considerado Israel.
Em nota, a entidade denunciou uma política sistemática de perseguição e detenção arbitrária, agressão física, deportação, confisco de equipamentos e interrogatórios abusivos. Para o sindicato, as ações têm intuito de “silenciar a cobertura e implodir a estrutura nacional de mídia”.
O comitê de liberdades do sindicato alertou ainda para o que descreveu como “uma perigosa mudança” nas práticas prisionais, incluindo alvejar jornalistas influentes ou prendê-los sucessivamente, para além de expandir o uso da detenção administrativa — sem julgamento ou acusação — e violência física e psicológica.
O dossiê listou dezenas de casos nos quais jornalistas foram presos em trabalho, em campo, durante cobertura de incursões militares das forças da ocupação. De acordo com o sindicato, trata-se de esforço para “limpar a área de testemunhas”.
O sindicato registrou ainda ascensão nas invasões a casas de jornalistas e sua prisão em frente às famílias, no intuito de dissuadi-los de seus compromissos profissionais, ao “quebrá-los social e psicologicamente”.
![Parentes velam jornalista Mohammed al-Daya, morto por ataque israelense a Deir al-Balah, Gaza, em 27 de setembro de 2025 [Abdalhkem Abu Riash/Agência Anadolu]](https://www.monitordooriente.com/wp-content/uploads/2026/01/AA-20250927-39242581-39242555-PALESTINIAN_JOURNALIST_MOHAMMED_ALDAYA_KILLED_IN_ISRAELI_ATTACK_ON_CENTRAL_GAZA.webp)