Israel confirmou ataques ao porto de Hodeidah, na costa do Mar Vermelho, no Iêmen, em sua última rodada de escalada regional, confirmou a rede de notícias Al Jazeera. Dezenas de civis foram mortos, segundo as informações.
A emissora Al Masirah, filiada ao grupo Ansar Allah — os houthis, que governam o país —, contou 12 ataques israelenses apenas nesta terça (16).
O exército de Israel insistiu responder a atividades militares houthis.
Conforme Yahya Saree, porta-voz do movimento iemenita, “nossas defesas aéreas estão, neste momento, confrontando aeronaves israelenses, responsáveis por nova agressão ao nosso país”.
Horas antes, o exército israelense emitiu uma ameaça para evacuar Hodeidah, ao insistir na alegação de que o porto recebe armas do Irã.
À agência Reuters, duas fontes portuárias notaram ataques a três docas restauradas após ataques prévios de Israel.
A mais recente bateria, segundo residentes, durou dez minutos.
Após a ofensiva, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, manteve ameaças, ao dizer que o Iêmen “continuará a sofrer duros golpes” e “pagar preços dolorosos”, em caso de ataques houthis a Israel.
Os houthis mantêm um embargo de facto à navegação israelense, bem como aliados, no Mar Vermelho, em solidariedade prática com os palestinos de Gaza, sob genocídio desde outubro de 2023.
A campanha iemenita conta esporadicamente com disparos balísticos e de drones a Tel Aviv, desde que Israel e aliados — incluindo Estados Unidos e Grã-Bretanha — lançaram bombardeios em retaliação.
Nesta terça, o exército israelense destacou interceptar um míssil do Iêmen, após sirenes soarem em Jerusalém ocupada. A resposta alvejou infraestrutura civil, incluindo o porto e estações de energia elétrica.
Desde que bombardeou o Catar, na semana passada, em incidente inédito, Israel escalou ataques ao Iêmen, matando dezenas.
No domingo (14), os houthis reivindicaram um ataque a drone ao Aeroporto de Ramon, no colonato israelense de Eilat, perto do Mar Vermelho. Operações no local foram suspensas por duas horas.
Em agosto, Israel assassinou sumariamente o político houthi e primeiro-ministro Ahmed al-Rahawi, junto de quase metade de seu gabinete, em disparo ilegal a Sanaa, capital do país. O grupo prometeu “vingança”.
Na sexta-feira passada (11), o premiê interino, Muhammad Ahmed Miftah, prometeu manter o combate a Israel.
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