Ao menos 50 pessoas morreram após um barco com 75 refugiados sudaneses pegar fogo na costa da Líbia neste domingo (14), reportou a Organização Internacional para Migração (OIM). Segundo a agência, 24 sobreviventes receberam cuidados médicos.
As informações são da rede de notícias Al Jazeera.
“Ação urgente é necessária para acabar com tais tragédias que ocorrem no mar”, postou a sucursal líbia da agência das Nações Unidas na rede social X (Twitter).
Em agosto, ao menos 68 refugiados morreram e dezenas desapareceram após um barco naufragar na costa do Iêmen. Em 2024, foram 2.452 refugiados mortos ou desaparecidos no Mar Mediterrâneo, uma das rotas mais mortais para travessia à Europa.
Ainda em agosto, dois naufrágios em Lampadosa, no sul da Itália, mataram 27; em junho, sessenta se afogaram em outros dois incidentes na costa líbia.
A Líbia, lar de cerca de 867 mil refugiados, emergiu como ponto de trânsito desde a queda de Muammar Gaddafi em 2011. Sob Gaddafi, imigrantes africanos encontravam emprego, porém escasso em meio à intervenção ocidental e subsequentes conflitos.
Grupos de direitos humanos e agências da ONU registraram diversos abusos a refugiados e migrantes, incluindo extorsão, tortura e mesmo estupro.
A crise se intensificou pelo fechamento de fronteiras da União Europeia, incluindo apoio a forças líbias para reter migrantes. Ongs notam que operações de busca e resgate também foram reduzidas, agravando os riscos.
Como resultado, muitas pessoas que fogem de conflito e perseguição — como a guerra civil no Sudão — se veem presas em solo líbio, muitas vezes em condições de detenção denunciadas como desumanas.
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