O Ministério da Saúde de Gaza emitiu um apelo urgente na segunda-feira (15) ao advertir que seus bancos de sangue estão à beira do colapso, em questão de dias, devido à grave escassez de insumos nos hospitais do enclave sitiado.
Em nota à imprensa, a pasta pediu à Jordânia o envio de unidades de sangue para salvar vidas dos feridos em Gaza, diante da superlotação das instalações médicas e baixas cada vez maiores pela campanha genocida de Israel.
“O setor de saúde exige ao menos 350 unidades e componentes de sangue todos os dias, para suprir as demandas dos pacientes e feridos, sobretudo com aumento drástico nos casos de trauma e cirurgias de emergência”, destacou o comunicado.
O ministério alertou ainda que os estoques laboratoriais para transfusão e teste chegaram a zero — “como prenúncio de um novo desastre humanitário”.
A pasta concluiu ao indicar “confiança” de que Amã responda à urgência, ao proporcionar “uma corda de salvação a milhares de pacientes e feridos”.
Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza há quase dois anos, com ao menos 65 mil mortos, 165 mil feridos e dois milhões de desabrigados, sob cerco, destruição e fome. As vítimas são, em maioria, mulheres e crianças.
Em novembro, o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e lesa-humanidade em Gaza.
O Estado israelense é réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024.
LEIA: Genocídio em Gaza e a Declaração de Nova York: Um veredito sem fundamento?
