Anistia insta Londres a ‘impedir e punir’ o genocídio, após dossiê da ONU

5 meses ago

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A filial britânica da Anistia Internacional instou do governo do Reino Unido a cumprir seus deveres para “impedir e punir” o genocídio realizado por Israel em Gaza, após a Comissão de Inquérito Independente das Nações Unidas corroborar o termo.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

“Acolhemos as descobertas da comissão de que Israel comete genocídio em Gaza — um avanço importante e necessário”, comentou em nota Kristyan Benedict, gerente de crise da Anistia local.

Segundo Benedict, o governo trabalhista de Keir Starmer “tem de mudar” de postura e agir imediatamente, dado que todos os Estados, incluindo o Reino Unido, carregam obrigação legal vinculativa em agir sob Convenção para Prevenção do Genocídio.

“O governo deve parar já de aquiescer ao negacionismo”, insistiu Benedict. “Deve cumprir com urgência suas responsabilidades éticas e legais para assumir passos decisivos para impedir e punir o crime de genocídio”.

A Anistia repetiu apelos para que o governo cesse a exportação de armas a Israel, aplique mandados de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) e apoie as decisões do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), incluindo fim do comércio com assentamentos.

Israel mantém ataques a Gaza — indiciados como genocídio pelo TIJ — desde outubro de 2023, com 65 mil mortos e dois milhões de desabrigados, sob cerco e fome.

Após dois anos, a comissão da ONU confirmou os critérios de genocídio, em dossiê desta segunda-feira. 

Em novembro último, o TPI emitiu mandados de prisão ao premiê Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e lesa-humanidade em Gaza, ao torná-los foragidos em 120 países.

Londres, apesar de signatária da corte, permanece ambígua sobre a eventual prisão, caso os suspeitos pisem em seu território. 

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