Cerca de três milhões de pessoas deixaram o Sudão desde abril de 2023, quando eclodiu a guerra civil, advertiu nesta terça-feira (5) Filippo Grandi, chefe do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
Em nota compartilhada na rede social X (Twitter), declarou Grandi: “O número de pessoas que fugiram do Sudão desde o começo da guerra chegou a três milhões de pessoas, além de muitas mais deslocadas internamente”.
“Aqueles que lutam por supremacia no Sudão não estão apenas destruindo o país — mas também o esvaziando de seu próprio povo”, acrescentou.
Desde abril de 2023, as Forças Armadas combatem seus antigos aliados do golpe militar de 2021, o grupo conhecido como Forças de Suporte Rápido (FSR), devido a divergências sobre a integração destas ao contingente regular.
Desde então, mais de 20 mil sudaneses foram mortos e 11 mil deslocados à força, dentro e fora do país. Ambos os lados são acusados de violações de direitos humanos.
Milhões estão à margem da fome, com escassez de alimento registrada em ao menos 13 dos 18 estados do país.
Salvo expresso no artigo acima, este conteúdo do Middle East Monitor está licenciado sob Atribuição Internacional Não-Comercial de Livre Compartilhamento Creative Commons 4.0. Caso as imagens tenham nosso crédito, esta licença também se aplica a elas. O que isso significa? Para permissões além do escopo desta licença, entre em contato conosco.
Detectou um erro nesta página? Informe-nos
Últimas notícias
Ver tudo-
Assine nossa newsletter
Postagens relacionadas
Tendências
- Quando a diplomacia se aproxima do limiar: O que duas guerras em nove meses revelam sobre como a guerra com o Irã terminará
- ONU alerta para “limpeza étnica” com 36.000 palestinos deslocados na Cisjordânia
- Irã nega relatos de que Mojtaba Khamenei foi transferido para a Rússia para tratamento
- Hezbollah afirma que resistência se mostrou eficaz. Conflito se intensifica no Líbano
- Indonésia suspende envio de tropas para Gaza em meio a tensões no Oriente Médio
- Chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA renuncia em protesto contra a guerra no Irã
- Em humilhação para os EUA, Irã envia petróleo para a China pelo Estreito de Ormuz
- Israel considera lançar operação terrestre em larga escala no Líbano em uma semana, diz rádio sionista
- Amigos de Al-Aqsa instam líderes de países de maioria muçulmana a impor sanções diplomáticas e econômicas a Israel
- Trump diz que o Irã é “bem-vindo” à Copa do Mundo, mas alerta contra a participação por “sua vida e segurança”






