- O pai palestino Rami Barghouti perdeu uma quantidade considerável de peso depois de ter sido mantido sob detenção administrativa – sem acusação ou julgamento – durante 6 meses pelas forças de ocupação israelitas. Ele foi libertado em abril de 2024 [@Palestinecapti1/X]
- Yasser Zamaara foi libertado da detenção israelense em abril de 2024 e apresentou sinais de tortura e desnutrição como resultado de seu encarceramento [@Palestinecapti1/X]
- Abdullah Al-Barghouthi foi libertado da detenção israelense e parecia uma sombra do que era, como resultado da tortura infligida a ele pelas forças de ocupação [@Palestinecapti1/X]
- O ativista palestino Omar Assaf, de 72 anos, foi libertado das prisões israelenses em 22/04/24, depois de ter passado 6 meses sob detenção administrativa – sem acusação nem julgamento. [UNSP_ar/X]
- Professor palestino Imad Barghouthi antes e depois de sua prisão por Israel sem acusações. Um exemplo da fome e da tortura infligidas por Israel nas suas prisões [@RamAbdu/X]
- Ex-prisioneiro palestino Imad Jadallah de Dura, ao sul de Hebron, antes e depois de sua prisão, em 18 de abril de 2024 [UNSP_ar/Sama News/Reprodução]
Acadêmicos e ativistas recém-libertados são sombras do que eram, perderam peso e tiveram mesmo sua estrutura facial alterada pelas violações hediondas cometidas por carcereiros israelenses. A mudança é tamanha que familiares não conseguem reconhecê-los.
Em relatos recorrentes, crianças não conseguem reconhecer os pais.
Ramy Abdu, presidente do Monitor de Direitos Humanos Euromediterrâneo, organização sediada em Genebra, descreveu as condições de tortura e maus tratos impostas aos prisioneiros políticos nas penitenciárias de Israel como “inimagináveis”.
Em postagem na rede social X (Twitter), relatou Abdu: “Fome, abuso, tortura e assassinatos nas prisões israelenses excedem a imaginação. Com dez mil reféns palestinos em cativeiro, o hipócrita mundo ocidental permanece em silêncio, focado em cem israelenses — a maioria dos quais assassinos treinados pelo exército de Israel”.
Autoridades da ocupação, sob ordens do ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, impuseram medidas brutais contra os prisioneiros, agravadas desde outubro.
Violações incluem privação de necessidades diárias, remoção de colchões e cobertas e redução drástica da dieta, deixando os presos políticos sujeitos a desnutrição e doenças.
Revistas arbitrárias nas celas também se intensificaram, junto a espancamentos e execuções sumárias. Estima-se que ao menos 16 prisioneiros de Jerusalém e Cisjordânia ocupadas morreram devido à tortura nas cadeias de Israel desde outubro.
As ações israelenses dos últimos seis meses são punição coletiva e retaliação a uma ação transfronteiriça do grupo Hamas, que capturou colonos e soldados.
Em Gaza, desde então, bombardeios de Israel deixaram 34.183 mortos, 77.143 feridos e dois milhões de desabrigados. Na Cisjordânia — onde pogroms coloniais se tornaram uma intercorrência diária — são 487 mortos e 4.800 feridos, além de sete mil presos.
Não há dados precisos sobre o número de prisioneiros capturados em Gaza, sobretudo civis, sujeitos a desaparecimento forçado, tortura e execução.
A maioria dos prisioneiros palestinos permanece em custódia sob “detenção administrativa”, sem julgamento ou sequer acusação — reféns, por definição.













