Caso o serviço de inteligência de Israel, o Mossad, esteja por trás das queimas do Alcorão na Suécia, é preciso “forte resposta popular e oficial”, afirmou à televisão o secretário-geral do movimento libanês Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah.
Nasrallah pediu ruptura diplomática com Estocolmo e instou os oficiais a “não se enganarem com desculpas”. Segundo Nasrallah, o máximo que aconteceu foi a convocação iraquiana do encarregado de negócios da Suécia em Bagdá, para alertá-lo que, caso prossigam as mesmas políticas, o país será classificado como “inimigo do Islã, segundo a sharia”.
Nasrallah aconselhou contra qualquer “iniciativa individual fora das diretivas oficiais”, para evitar prejuízo na “rota de confrontação”.
“Juntos, podemos manter o ritmo dessa batalha e chegar ao dia que possamos impedir todo e qualquer insulto a nossos símbolos e santidades”, insistiu Nasrallah.
Na quinta-feira (20), autoridades suecas voltaram a permitir que extremistas queimassem o Alcorão, alimentando a indignação no mundo árabe e islâmico, incluindo repúdio de oficiais e notas a embaixadores.
LEIA: Queima do Alcorão: liberdade de expressão ou discurso de ódio?
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