O parlamento iraniano permanece dividido sobre a repressão do judiciário e das autoridades de segurança a protestos contra o governo, deflagrados pela morte da jovem cidadã Mahsa Amini, em custódia da polícia de costumes, na última semana.
De acordo com a agência estatal IRNA, o parlamentar conservador Zohreh Lajevardi alegou que as manifestações recentes foram organizadas por inimigos do estado e exigiu punição severa e exemplar aos participantes.
Em contrapartida, Jalah Rashidi Kuchi – membro do Comitê de Assuntos Domésticos – reiterou que teorias conspiratórias, acusações infundadas, violência e demagogia não ajudarão a conter o levante ou avançar com as pautas fundamentais ao país.
Segundo Kuchi, enquanto o regime não abordar as questões correntes de modo objetivo, nada avançará adequadamente no Irã.
Os protestos tiveram início após a morte de Amini – cidadã curdo-iraniana de 22 anos –, detida pela polícia moral por supostamente violar regras de vestimenta, em 16 de setembro. A polícia insiste que Amini adoeceu na cadeia; seu pai reportou, no entanto, sinais de tortura.
LEIA: Irã acusa EUA de tentar usar protestos para prejudicar o país
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