Saudita é preso por ajudar jornalista israelense a entrar na Meca

A polícia saudita anunciou a prisão de um cidadão que teria facilitado a chegada de um jornalista israelense-americano à Meca, o local mais sagrado do Islã e no qual apenas muçulmanos podem entrar.

A agência oficial de imprensa saudita informou que a polícia da Meca “encaminhou um cidadão para o Ministério Público, que foi cúmplice na transferência e facilitação da entrada de um jornalista (não muçulmano) com a cidadania dos Estados Unidos da América para o santo cidade de Meca, passando por um caminho dedicado apenas aos muçulmanos em uma violação explícita das leis que proíbem a entrada em Meca para não-muçulmanos”.

O comunicado adverte que “aqueles que vêm ao Reino devem respeitar as leis e cumprir suas exigências, especialmente no que diz respeito às Duas Mesquitas Sagradas e locais sagrados, e que qualquer violação desse tipo é considerada um crime que não será tolerado e as penalidades serão aplicadas a seus perpetradores com base nas regulamentações pertinentes.”

No domingo passado, o canal de notícias israelense 13 transmitiu uma reportagem de Gil Tamari, seu correspondente de relações exteriores, que disse ter sido a primeira pessoa a completar uma reportagem em hebraico no site mais sagrado do Islã.

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No início de sua reportagem, que foi transmitida pelo canal, Tamari admitiu que havia se infiltrado ena Meca sem a aprovação das autoridades sauditas. Ele disse: “Esta cidade está fechada para não-muçulmanos, e simplesmente não é possível entrar nela”. Ele acrescentou que o motorista que o levou até lá não sabia que ele era um cidadão israelense, pois falava com ele apenas em inglês.

A reportagem e o vídeo de Tamari em uma viagem pela Meca foram publicados dias depois que o presidente dos EUA, Joe Biden, fez o primeiro voo sem escalas de Israel para a Arábia Saudita. O reino anunciou um dia antes que estava abrindo seu espaço aéreo para transportadoras e voos israelenses.

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