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Redução dos serviços da UNRWA no Líbano é ‘desumana’, denuncia Hamas

Trabalhadores da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) distribuem pacotes assistenciais no campo de al-Shati, na Cidade de Gaza, 14 de janeiro de 2020 [Ali Jadallah/Agência Anadolu]

Nesta terça-feira (25), o movimento Hamas descreveu como “desumana” a decisão da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) de cortar serviços oferecidos a famílias que fugiram da guerra civil na Síria e se instalaram no Líbano.

Em nota divulgada por Jihad Taha, porta-voz do Hamas no país levantino, o grupo sediado em Gaza repudiou o “não cumprimento da UNRWA de suas obrigações referentes aos refugiados deslocados, que vivenciam condições econômicas e sociais bastante difíceis”.

“É dever da UNRWA assegurar a assistência humanitária e todos os serviços necessários aos refugiados, expulsos à força de suas casas”, acrescentou o movimento palestino.

Taha pediu apoio às demandas dos refugiados, assim como “pressão à UNRWA para revogar sua decisão opressiva concernente ao pagamento de débitos financeiros sem qualquer dedução”.

Os comentários do Hamas sucederam uma determinação da UNRWA para cancelar um auxílio de US$100 pago a famílias palestinas que deixaram a Síria, para cobrir custos de habitação.

Segundo índices da UNRWA para 2020, havia aproximadamente 27 mil refugiados palestinos deslocados da Síria e asilados no Líbano, a maioria sob condições de pobreza ou miséria, em meio ao colapso econômico no país mediterrâneo.

LEIA: Agência da ONU busca US$ 1,6 bilhão para auxiliar palestinos em 2022

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