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Sheikh de al-Azhar e Rei da Jordânia condenam demolições em Jerusalém

20 de janeiro de 2022, às 14h23

Forças israelenses demolem estruturas palestinas no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém ocupada, 17 de janeiro de 2022 [Mostafa Alkharouf/Agência Anadolu]

O sheikh Ahmed el-Tayeb, grão-imã da Mesquita e da Universidade de al-Azhar, na cidade do Cairo, juntou-se ao Rei da Jordânia Abdullah II para reivindicar o fim das violações israelenses contra a comunidade palestina em Jerusalém ocupada, sobretudo no bairro de Sheikh Jarrah.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Ambos discutiram a questão durante telefonema realizado após tratores israelenses demolirem a residência da família Salehiyah, em Sheikh Jarrah, na manhã desta quarta-feira (19). Membros da família também foram presos pelas tropas da ocupação.

El-Tayeb condenou as “violações da entidade sionista contra palestinos inocentes e a demolição de suas casas” e denunciou as prisões como injustificadas.

Segundo a imprensa oficial, Abdullah destacou que a “agressão unilateral israelense … prejudica a conquista de uma paz justa e abrangente”. O monarca reiterou que seu país “mantém sua proteção histórica sobre os lugares sagrados cristãos e islâmicos em Jerusalém”.

A família Salehiyah foi expulsa originalmente do território hoje considerado Israel durante a Nakba, ou “catástrofe”, quando milícias sionistas executaram uma campanha deliberada de limpeza étnica contra a população nativa, em 1948.

Em 1956, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Jordânia, que governaram Jerusalém até 1967, concederam residência permanente aos membros da família Salehiyah em Sheikh Jarrah, desde que renunciassem ao status de refugiados.

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