Qais al-Khazali, secretário-geral do grupo paramilitar Asa’ib Ahl Al-Haq, condenou neste domingo (28) esforços para acusar “facções de resistência” de tentar assassinar o primeiro-ministro iraquiano Mustafa al-Kadhimi.
Conforme advertiu, tais alegações podem agravar a crise em curso no país.
Em discurso televisionado, Khazali solicitou a Ali al-Sistani, principal clérigo xiita no Iraque, a intervir na situação, dado que atingiu “níveis perigosos”.
“O ataque à casa do premiê [em 7 de novembro], caso verdade, é algo grave e não pode ser tolerado de modo algum”, declarou Khazali.
No entanto, alertou que Kadhimi recusou a participação de duas “facções de resistência” — isto é, grupos paramilitares — na investigação sobre o caso.
“Enviamos uma mensagem ao comitê incumbido do inquérito”, acrescentou. “Vocês devem fornecer evidências concretas, provas reais e não alegações”.
O líder xiita Muqtada al-Sadr também reivindicou na sexta-feira (26) que os resultados da investigação sejam divulgados.
LEIA: Presidente curdo pede esforços conjuntos contra o Daesh
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